Segunda, dia da Lua, que caminha em terreno de seu exílio, Capricórnio. A Lua é um dos luminares doadores de vida para a Astrologia. Assim como o Sol, que nos fortalece e ilumina nossos caminhos, nossos propósitos individuais. A Lua versa sobre nossos sentimentos, nosso corpo, nossa porção que fecunda e que terá seu tempo de colheita. Tudo isso anda débil. Os planetas não funcionam como suas naturezas gostariam.
Lua que caminha para uma quadratura com o Astro Rei. Em Astrologia Mundana, o Sol representa uma figura de poder, assim como a Lua representa o povo. Ambos debilitados.
O povo e as figuras de poder estão em tensão, parte da população parte para a obtenção de justiça por meio da luta, mas luta do jeito saturnino, luta limpa, respeitando as regras do jogo. Lua que caminha também para encontrar a justiça, Júpiter, em Escorpião, e ela chegará de maneira brusca, agressiva, podendo até ter derramamento de sangue, bem ao estilo de Marte.
E o povo cansado da secura e dureza que nos cerca, apostará na justiça por meios que não nos representarão. Pois a Lua, o povo, sempre que está em terreno ou em aspecto por um planeta em Marte, sofre alguma perda e/ou queda, pois ela fica debilitada, pois nesse terreno que fala de guerra, brigas, sangue, o povo sempre sairá perdendo, vide as inúmeras guerras que a história conta.
E ainda pensando no movimento celeste dos próximos dias,essa tensão se dará através de alguma autoridade, pois o Sol caminha de sua queda, Libra, para entrar em Escorpião. E a Justiça dos poderosos será feita ao modo de Escorpião, terreno de Marte, o tom é raivoso, briguento e belicoso.
Lua na casa de Saturno nos ensina o valor do tempo, e ele é implacável. Não adianta ignorar algo seletivamente porque a realidade que está a porta é dura e seca. Que não nos esqueçamos que há um presente, mas já houve um passado e haverá um futuro. E essas experiências são fundamentais para a escrita da nossa história como indivíduo, como sociedade, como nação.
Aproveitando o ensejo do dia dos professores – dia da profissão mais necessária e mais injustiçada – trago a frase de Minna Antrim, escritora norte-americana: A experiência é uma ótima professora, mas ela manda contas altas.
Carla Midões
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