Hoje ainda é Sábado, dia de Saturno, o Senhor do Tempo. E se há algo superpoderoso e misterioso em nossa vida é o tempo.
Algo que não conseguimos ver materialmente, não ele propriamente dito, mas o percebemos com sua presença marcada em tudo que nos circunda, e é através dele que mesuramos nossa jornada, nossas dores, nossos amores, as tormentas e os momentos de alegria que nos acontecem.
Tempo que se mostra presente e inexorável a tudo e todos, e isso me lembra de Drummond, em seu poema A Flor e a Náusea. Que fala de muitas coisas, mas dentre elas fala da beleza da vida e da inexorabilidade do tempo.
Uma flor nasceu na rua!
Passem de longe, bondes, ônibus, rio de aço do tráfego.
Uma flor ainda desbotada
ilude a polícia, rompe o asfalto.
Façam completo silêncio, paralisem os negócios,
garanto que uma flor nasceu.
(…)
Furou o asfalto, o tédio, o nojo e o ódio.
E é a partir da percepção verdadeira do nosso envolto, percebemos com quão grande refino o Tempo ordena e representa o absoluto em nossas vidas. O que me lembra Max Plank, físico alemão, com máximas cheias de signos que nos levam a infinitas reflexões: “O mundo externo é algo independente do homem, algo absoluto, e a procura pelas leis que se aplicam a este absoluto mostram-se como a mais sublime busca científica na vida!”
E seguimos, ordenados pelo imprevisível e o inexorável. E é dessa matemática celeste que a Astrologia fala, sobre compreender o tempo terrestre através dos movimentos celestes, e perceber o grande sistema que estamos inseridos.
E você, como é sua relação com o tempo?
Carla Midões
Illust. Inst. @jdkrase





